Não há dúvidas de que a tecnologia têm trazido diferentes possibilidades para o mercado e ampliado a produtividade e o crescimento das empresas. Atualmente, uma das mais importantes inovações têm sido o uso de Big Data.

Basicamente, o conceito “Big Data” é uma junção de diferentes e potentes técnicas usadas para gerir grandes quantidades de dados, sejam elas estruturadas ou não, e transformá-las em resultados com os mais diversos objetivos.

Dentre as principais funcionalidades desses dados estão implementações de produtividade, rentabilidade e qualquer outro meio de progresso em uma empresa. 

Que tipo de informações são encontradas?

São milhares e milhares de dados que circulam pelas plataformas, através de sistemas e softwares por todo o mundo, podendo ser coletados diariamente. Eles são oriundos de diversas fontes, sendo algumas delas:

  • Redes sociais;
  • Plataformas de sites e blogs;
  • Contas bancárias;
  • Dados públicos;
  • Sistemas de computadores;
  • Pesquisas públicas;
  • Dados de internet.

A fonte exata para a extração e confecção de dados que serão transformados em ações varia de acordo com o que a instituição têm acesso legal. 

No caso de uma empresa de aluguel de ônibus para passeio escolar, por exemplo, é possível utilizar dados que venham apenas de sites, redes sociais e fontes públicas. 

Conheça os V’s do Big Data

Um dos principais conceitos que caracterizam esse armazenamento e coleta de dados em massa têm como princípio a utilização de três tipos de embasamentos: Volume, Velocidade e Variedade.

O Volume, como o próprio nome já diz, está relacionado às quantidades de dados que são encontrados em múltiplas plataformas e possibilidades trazidas pela sua empresa.

Por exemplo, se você pretende fazer uma pesquisa sobre plano diretor estratégico ilustrado, é possível ter como fontes conversas nas mais populares redes sociais, informações nos sistemas da sua empresa, em sites ou até por meio de buscadores.

Imagine o tanto de informação que você vai encontrar. Já pensou? Agora duplique pelo infinito. É possível que esse seja o seu resultado caso não hajam filtros necessários, como segmentações, focos específicos ou particularidades da sua companhia.

O V de Veracidade também segue uma mesma linha de raciocínio que o primeiro item. Nessa fase, é importante checar se as informações são verdadeiras, válidas e úteis.

Digamos que você queira fazer uma super pesquisa de dados sobre agenda personalizada logo para verificar em qual nicho de mercado esse produto melhor se encaixa, projetando então uma maior rentabilidade para o seu negócio.

Para isso, ao analisar as diversas fontes que contém essas informações, sejam frases ditas em redes sociais, dados de lojas e informações com fornecedores, é preciso verificar se são dados válidos, que possam ser passados à frente em uma pesquisa séria e relevante.

Esses possíveis dados falsos podem ter a ver com informações incorretas repassadas por empresas, desejos de consumidores que, na verdade, não foram expressos como opiniões de mercado, dentre outras possibilidades.

Já o terceiro e último item, o Valor, indica uma das etapas mais importantes na obtenção de dados. É aqui que deve ser compreendido se o trabalho de coleta pode ser feito ou até mesmo continuado, dependendo da importância que esse resultado terá para a empresa.

Por exemplo, é possível que um negócio faça uma grande pesquisa de dados, utilizando diversas fontes e armazenando grandes quantidades de informações em sistemas, para descobrir qual máquina de automação é mais usada em indústrias de beleza.

No entanto, é preciso ter certeza de que as apostas nessas pesquisas vão ter algum valor. Isso porque uma máquina que automatiza processos não pode, por exemplo, nem ao menos ser utilizada nesse ramo industrial, fazendo todo o trabalho cair por água abaixo.

Além disso, é válido lembrar que a utilização de dados, bem como seus processos de armazenamento, coleta e análise, são processos que geram um alto impacto, mas também são investimentos gigantescos em quesitos financeiros.

Levando em consideração essas três vertentes,você deve entender se o segmento de pesquisas em Big Data que você deseja é uma boa opção de inteligência de negócios para o seu empreendimento. 

Saiba como você deve aplicar Big Data na sua empresa

A real importância na utilização de técnicas de Big Data é encontrar padrões e tendências de comportamento, comerciais ou sociais, e em seguida, desenvolver soluções de problemas baseados na resolução eficiente dessas situações analisadas.

Por exemplo, se você tem uma empresa dona de uma grande e conhecida rede de academias, é possível cruzar dados de sites, redes sociais, sistemas de dados de clientes e fontes públicas sobre pesquisas comportamentais para encontrar tendências de exercícios.

Ao encontrar resultados como aula funcional em dupla, por exemplo, você pode implementar novos pacotes de aulas, fazer novas campanhas e promoções de serviços ou até mesmo produzir conteúdo para o blog da empresa sobre esse tema.

Já no caso de uma empresa de bijuterias, é possível fazer pesquisas e usar sensores na loja que apontem os lugares em que os clientes mais se sentem atraídos para ver produtos.

Os resultados podem mostrar preferências por cores de paredes, decoração ou até mesmo setores específicos, como no caso de uma área em que é vendido um determinado produto da loja, como um anel de diamante ou uma tornozeleira dourada feminina.

Os resultados das análises podem ser dos mais variados, possibilitando descobertas eficientes para a sua empresa. No entanto, é preciso traçar estratégias de execução desses resultados, de modo que nenhuma ação atropele a outra.

Uma opção é dividir as ações em setores da sua empresa, implementando práticas direcionadas para diferentes áreas, sendo trabalhadas por funcionários diversos. Conheça alguns exemplos a seguir:

1 – Setor financeiro

Essa se mostra como uma área em que análise e verificação de dados é uma prática comum. Por isso, uma boa dica é recolher dados financeiros que, de alguma forma, mostram comportamentos ou informações similares, podendo ser usada como base.

Por exemplo, em uma empresa de Relações Públicas e Assessoria de Eventos notou-se uma similaridade de altos valores de contratos em determinadas épocas do ano.

Houve uma grande procura por salão de festa casamento no mês de novembro, onde também ocorreram fechamentos de contratos grandes com distribuidoras de bebidas, cachês de bandas e comissões para os organizadores.

Ao compreender esses dados e ver como eles podem indicar tendências e possibilidades de promoções para atrair muitos clientes, ocorreu um forte investimento em treinamentos e processos seletivos, bem como reestruturação dos times de qualidade.

Esse resultado trouxe ainda mais lucro para a empresa e agregou mais valor a ela no seu mercado de atuação. 

A utilização correta dos dados financeiros ocasionou no aumento dos lucros, bem como em inúmeras mudanças positivas, tanto para o próprio setor, quanto para as outras áreas.

2 – Equipes de marketing

Nessa área, é comum utilizar elementos e informações obtidas por meio de estratégias de comunicação e auxílio de tecnologias para realizar pesquisas de aprimoramento de serviços.

No geral, essas análises são feitas em conjunto com setores de vendas e incluem informações relevantes para a compra atreladas às melhores estratégias de marketing, como implementação de canais de vendas, campanhas, entre outras.

Isso facilita a obtenção de informações em múltiplos canais de dados, fazendo com que o próprio setor possa realizar análises aprofundadas.

Por exemplo, por meio de câmeras com sensores e pesquisas de satisfação, é possível que o setor de marketing de um shopping center saiba quais são as melhores possibilidades de fornecer ofertas às lojas.

Digamos que o resultado seja a presença de banners em cancela de portaria. Nesse caso, se torna interessante que mais campanhas sejam oferecidas neste lugar, ficando ainda mais visíveis para o público, o que resultará em maiores vendas em épocas não sazonais.

3 – Áreas de controle de qualidade

São muitas as ferramentas e possibilidades de controle de qualidade em empresas, passando por pesquisas, feedback de clientes com produtos e serviços, popularidade da empresa na internet e valorização do colaborador.

O controle desses resultados e o contínuo trabalho em ações que corrijam erros e tragam soluções para constantes problemas estão entre alguns dos trabalhos que podem ser melhorados no setor com o uso de Big Data.

Um exemplo é utilizar dados de demandas por equipamentos eletrônicos em determinadas épocas do ano e reverter isso em prevenção de cenários de baixa produção, implementando recursos como promoções, parcerias ou redução de cargas horárias.

Lembre-se que todos os resultados em uma grande análise de dados serão responsáveis por tomadas de decisões, e dependendo dos tipos e tamanhos das empresas que utilizam estes recursos, um trabalho mal feito pode provocar catástrofes. 

Nunca se esqueça que os dados são colhidos via tecnologia, e tecnologias, assim como humanos, não são perfeitas!

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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